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A insustentabilidade da racionalidade da corrupção

Corrupção, de acordo com o dicionário Silveira Bueno, é depravação; suborno; desmoralização. É o fenômeno pelo qual leva o individuo a agir de modo diverso dos padrões normativos do sistema, é uma forma particular de exercer influencia ilícita, ilegal e ilegítima; imoral. A corrupção é insustentável na racionalidade, pois, vai de encontro ao objetivo do Estado. Ou seja, a razão (do Estado) baseia-se no total, o melhor para o coletivo. O corrupto não visa gerar benefícios mútuos e sim, o seu próprio, vai do total para singularidade. O Estado é a expressão política da sociedade organizada, tem base jurídica e racional, é regulamentado pela constituição, que organiza a sociedade, limita o poder governamental e oferece garantias aos indivíduos. A corrupção então, desmoraliza o Estado, interfere negativamente em sua função, atrapalhando sua lógica, tornando-se irracional.

    Além de ser considerada em termos de legalidade e ilegalidade, pode-se também ser considerada em moralidade e imoralidade. ”Ética é o estudo dos conhecimentos evoluídos do raciocínio prático (moral): o bem, a ação correta, o dever, a obrigação, a virtude, a liberdade, a racionalidade, a escolha”, segundo o dicionário Oxford de filosofia, é condição necessária para a sobrevivência social. Sua ausência torna insustentável o convívio em sociedade. A principal fonte da ética é realidade humana, na qual a razão encontra e conhece os princípios morais, universais e certos. O ato corrupto é oposto ao moral, ao ético.

   Desse modo, O Estado criou meios de controles, fiscalização e organização: A Lei (regula atos ou organizações). A regulamentação governamental proporciona dois aspectos relevantes: primeiro - Elaboração de leis claras e objetivas; segundo - Fazer com que a lei seja cumprida. Daí, concluímos também, a importância do Direito para o Estado e que fazer com que a lei seja cumprida é forma de combate à corrupção.

    Há uma vasta gama de teorias que buscam explicar as causas da corrupção: as que se detém no comportamento individual (traços desviantes de conduta), e as que se liga a aspectos mais gerais, como política, desenvolvimento econômico ou relações sociais. De qualquer modo, vai contra as normas legais praticar atos corruptos, fraude, troca de favores em troca de recompensas escondidas (propina) para alterar o funcionamento correto, nepotismo ou concessão de emprego público baseado no não-mérito, usar da persuasão para mentira e etc.

    Enfim, a corrupção é insustentável racionalmente, pois, vai contra as normas de conduta pré-estabelecidas em determinada sociedade, em determinado tempo que visam o convívio social. Ela apodrece o Estado, trazendo descredibilidade ao poder estatal. É irracional, pois ao contrario da razão, que visa o total, o coletivo; a corrupção captura recursos para o bem da sociedade, para fins estritamente privados (de benefício privado).

 

 

                                                                                                                                           Juliana Liberal



Escrito por Juliana às 14h23
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